Atualidade
A adoção de medicamentos biossimilares pelos hospitais regrediu entre 2021 e 2023, alerta a associação do setor, que identifica diversas barreiras ao aproveitamento das potencialidades destes fármacos no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Introduzidos em 2008 em Portugal, os biossimilares são usados na diabetes, no cancro, nas doenças autoimunes e na oftalmologia, assegurando uma elevada qualidade, eficácia e segurança com a vantagem de serem mais custo-efetivos.
O tratamento eficaz da diabetes em conjunto com as doenças hepáticas requer uma abordagem multidisciplinar que envolva especialistas em ambas as áreas". Saiba mais sobre esta relação entre a diabetes e as doenças hepáticas neste artigo de opinião da autoria de Arsénio Santos, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF).
De acordo com o anúncio feito por Ana Povo, secretária de Estado da Saúde, no Parlamento, as bombas automáticas de insulina vão ser disponibilizadas nas farmácias a partir de janeiro de 2025 e os utentes vão poder escolher a que preferem, pagando a diferença do valor de referência. A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) saúda esta decisão do Ministério da Saúde por ser uma medida que protege o melhor interesse das pessoas que vivem com diabetes.
A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) já realizou mais de mil testes para avaliar o risco de diabetes tipo 1 (DT1) a jovens entre os 3 e os 17 anos no âmbito da campanha “O seu filho tem um dedo que adivinha”. Tendo como objetivo sensibilizar a sociedade e avaliar o risco de desenvolvimento de DT1 na população infantojuvenil, a associação acaba de lançar um website dedicado e incentiva famílias, escolas, clubes desportivos e unidades de saúde a juntarem-se à iniciativa.
O presidente do INFARMED, Rui Ivo, esclareceu que a suspensão da comercialização das bombas de insulina automáticas adquiridas pelo Estado se deve a questões de segurança, e admitiu que possam ser adquiridos outros dispositivos disponíveis no mercado.
Os resultados da segunda vaga do vacinómetro, uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), indicam que a cobertura vacinal face ao ano anterior aumentou nos grupos com recomendação para a vacina, passando de 39,7 % para 43,6 %. No grupo dos doentes crónicos, mais de metade (55,7 %) da população com doença cardiovascular já terá sido vacinada, o mesmo acontecendo a 49,3 % das pessoas com diabetes.
A Bayer e a Regeneron apresentaram os resultados da fase de extensão aberta do estudo PHOTON aos três anos em doentes com edema macular diabético (EMD), na Reunião Anual da Academia Americana de Oftalmologia, que decorreu de 18 a 21 de outubro, em Chicago, nos EUA.
Os especialistas defendem a comparticipação de medicamentos específicos para tratar a obesidade, melhorar o acesso a consultas e tratamentos, e pedem uma adaptação dos modelos de incentivo e contratualização nos hospitais e centros de saúde. José Silva Nunes, presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO), apontou a necessidade de criar, em Portugal, um grupo farmacoterapêutico para a obesidade. “Face a outras doenças crónicas, como a diabetes, a obesidade está a ser discriminada”, salienta.
A investigadora da Faculdade de Medicina do Porto (FMUP) Bárbara Caetano da Mota venceu a Bolsa Pepe, patrocinada pelo antigo futebolista, no valor de 18 mil euros, para desenvolver um projeto de investigação na área da Saúde.
O último relatório da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) sobre a monitorização de despesa nesta área indica que os utentes gastaram, nos primeiros oito meses deste ano, um total de 605,7 milhões de euros com fármacos, mais 37,9 milhões do que no mesmo período de 2023. Medicamento para o tratamento da diabetes, insuficiência cardíaca e doença renal, foi o que apresentou maior aumento de despesa, representando um custo para o SNS de 50,6 milhões de euros entre janeiro e agosto, um aumento homólogo de quase 27 %.
