Opinião
O Prof. Doutor Davide Carvalho partilhou com a News Farma o balanço do VI Curso Avançado de Endocrinologia, que teve lugar a 16 de abril e reuniu, no Porto, 92 especialistas. Leia aqui.
O Grupo de Investigação Fundamental e Translacional (GIFT) tem feito esforços científicos para consolidar a Medicina Translacional nas suas várias vertentes promovendo a interação científica entre os seus elementos.
A terapêutica nutricional (TN) é reconhecida como indispensável à gestão global da diabetes. As recomendações, baseadas na evidência, da American Diabetes Association (ADA) para a TN, consideram que não existe um padrão alimentar tipo para pessoas com diabetes.
A diabetes é a mais comum das doenças não transmissíveis com elevada prevalência e incidência crescente. Em Portugal atinge já um milhão de pessoas, das quais quase metade o desconhece, e é a única doença cuja taxa de letalidade se encontra em crescimento.
Com os desenvolvimentos da Medicina e das condições de vida nos últimos 150 anos, a esperança de vida prolongou-se e todos aspiramos a ser idosos mais tarde e com melhor saúde.
O PREVADIAB, primeiro estudo nacional de prevalência da diabetes, iniciativa sob o patrocínio da Direcção-Geral de Saúde (DGS) cujos resultados foram apresentados em 2010 pela SPD, permitiu determinar o real impacto da doença e das suas principais comorbilidades associadas em Portugal.
O maior desafio da Medicina neste século XXI é a comorbilidade, ou seja, a condição clínica na qual duas ou mais doenças ocorrem simultaneamente na mesma pessoa, nomeadamente a diabetes e a depressão, ou a diabetes e a demência.
A melhor constatação do sucesso do Serviço Nacional de Saúde (SNS) encontra-se na transversalidade dos bons resultados da saúde em Portugal nos mais diversos rankings internacionais.
A doença cardiovascular continua a ser a principal causa de mortalidade específica associada à diabetes, representando segundo dados recentemente atualizados cerca de 50% das causas de morte.
Em 2015, de acordo com dados da IDF, estima-se que na população mundial a diabetes tipo 1 (DT1) afete cerca de 542.000 crianças e adolescentes (0-14 anos) com uma média de 86.000 novos casos por ano.
