Opinião
Quando, na segunda semana de março, se afigurou real em Portugal a ameaça SARS CoV-2, tornou-se imperioso proteger as pessoas com diabetes, particularmente as pessoas com diabetes tipo 1, visto que é absolutamente inegável o maior risco de infeção grave nesta população. A prioridade era então evitar que os doentes se deslocassem ao hospital. Mas também fundamental era que o controlo glicémico não se deteriorasse e até melhorasse nos casos com controlo insatisfatório.
O aumento da prevalência de obesidade e comportamentos sedentários tem levado a uma epidemia de diabetes mellitus tipo 2 (T2DM). De acordo com as estimativas de 2017, quase 30 milhões de americanos têm diabetes (9,4% da população), com quase um quarto dos casos sendo não diagnosticados.
Recentemente, li um livro que abordava o tema da importância do lado direito do cérebro humano. Referia que vivemos numa altura em que o poder do lado esquerdo, tipicamente analítico está a ser ultrapassado pelo lado direito – criativo. Este facto chamou assim a minha atenção para a importância que o design tem no mundo moderno e, ao mesmo tempo, mudou a forma como vejo e penso os sistemas de informação.
A terapêutica nutricional constitui um dos pilares fundamentais na prevenção e no tratamento da diabetes. As recomendações existentes são publicadas periodicamente por diversas sociedades científicas, e têm por base a melhor evidência disponível até à data. As recomendações recentes da American Diabetes Association reforçam mais uma vez a importância do nutricionista na equipa multidisciplinar, permitindo a avaliação, prescrição e o acompanhamento nutricional da pessoa com diabetes.
Embora estejam disponíveis inúmeras estratégias terapêuticas, a diabetes tipo 2 é uma das mais rápidas e crescentes ameaças à saúde no mundo, estimando-se que em 2040 existirão perto de 500 milhões de doentes com essa patologia. Apesar do tratamento com antidiabéticos orais e/ou insulina, muitos doentes com diabetes tipo 2 não conseguem manter o controlo glicémico a longo prazo, o que significa que que as estratégias terapêuticas disponíveis não tratam a origem da doença.
As VII Jornadas de Endocrinologia, Diabetes e Nutrição de Aveiro, além de terem atingido todos os objetivos a que nos tínhamos proposto, superaram as expectativas mais otimistas.
Desde 1991 que a Federação Internacional da Diabetes (IDF) e a Organização mundial de Saúde (OMS) comemoram hoje, 14 de novembro, o Dia Mundial da Diabetes. A partir de 2006, esta data passou a contar com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). A ONU reconheceu a diabetes mellitus (DM) como uma doença crónica, debilitante e com elevados custos, principalmente quando associada a complicações graves.
Diabetologistas de todo o mundo reuniram-se de 22 a 26 deste mês na Florida, EUA, nas American Diabetes Association’s 78th Scientific Sessions (ADA 2018), para discutirem as últimas novidades científicas e refletirem sobre uma enorme variedade de temas na área da diabetes. O Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus (NEDM) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) esteve presente com vários membros (Dr. Estevão Pape, Dr.ª Joana Louro, Dr.ª Mónica Reis e Dr.ª Rita Nortadas) e, no rescaldo do congresso, assinala os Highlights ADA 2018.
Dia 25 de maio comemora-se uma vez mais o Dia Internacional da Tiroide. Embora não seja ainda conhecida a verdadeira prevalência da disfunção tiroideia na população portuguesa, estima-se que pelo menos 5% dos portugueses apresentem alguma forma de disfunção da tiroide, sendo as mulheres dez vezes mais afetadas.
A diabetes mellitus (DM) continua a ser a principal causa de doença renal crónica (DRC). Segundo a Sociedade Portuguesa de Nefrologia, em 2016, 3492 doentes com DM estavam sob terapêutica dialítica e 752 doentes com DM iniciaram diálise de novo. Os doentes em diálise têm risco aumentado de mortalidade por eventos cardiovasculares, sendo que os doentes com DRC e DM têm pior prognóstico.
